Que um dos nossos países vizinhos, a Argentina, é um dos grandes produtores mundiais de vinho, você provavelmente já sabe. Inclusive, já deve ter degustado alguns rótulos originários de lá e, nesse caso, também é provável que seja um apreciador dos icônicos malbecs argentinos. A Argentina, no entanto, é muito mais que Malbec e Mendoza e o que pretendemos aqui é ampliar esse conhecimento e diversidade existente.

A Argentina é hoje o quinto maior produtor de vinhos do mundo, perdendo apenas para França, Itália, Espanha e Estados Unidos. Na América Latina, o país destaca-se como principal produtor, ficando inclusive na frente do Chile, país mundialmente conhecido por suas vinícolas e rótulos de muita qualidade.

POR TUDO ISSO PREPARAMOS UMA SÉRIE ESPECIAL RECHEADA DE INFORMAÇÕES SOBRE OS VINHOS E REGIÕES DA ARGENTINA.

Vamos falar sobre as principais regiões vinícolas do país do ponto de vista qualitativo, as variedades e tipos produzidos por lá e, claro, mencionar quais são os rótulos mais premiados e com melhor relação “PQP” (Preço, Qualidade, Prazer) selecionados para nosso site.

Essa matéria é praticamente um guia, com tudo que você precisa saber sobre os vinhos argentinos. Se quer saber mais sobre a produção do país vizinho, acompanhe este texto e as publicações nas nossas redes sociais.

A ARGENTINA TEM VÁRIAS REGIÕES VINÍCOLAS, (LA RIOJA, CATAMARCA, MENDOZA, TUCUMAN, SALTA, JUJUY, SAN JUAN, ALTLANTICA, PATAGONIA.

São importantes atrativos turísticos do país e fazem parte da rota mundial do vinho. Destinos imperdíveis para enófilos, as regiões vinícolas do país são um excelente local para quem quer conhecer o processo de elaboração da bebida, a sua história e também para degustar excelentes vinhos diretamente da fonte.

A seguir, vamos falar um pouco sobre as principais três regiões vinícolas do país do ponto de vista qualitativo, começando pela mundialmente famosa Mendoza.

“A PRESENÇA DOS ANDES, QUE AGE COMO BARREIRA PARA OS VENTOS ÚMIDOS DO PACIFICO, SOMADO À DISTÂNCIA DO OCEANO ATLÂNTICO, MODELAM O CLIMA GERANDO CONDIÇÕES IDEAIS PARA O CULTIVO DA VIDEIRA”

No centro-oeste do território, aos pés da cordilheira dos Andes, Mendoza concentra 75% do total de vinhedos da Argentina e a maior quantidade de vinícolas do país. Isto a transforma na mais importante província vitivinícola e um dos principais centros produtores do Mundo. Localizada ao pé da Cordilheira dos Andes, a cidade de Mendoza tem sua história profundamente ligada ao cultivo das uvas e à produção de vinhos.

A presença dos Andes, que age como barreira para os ventos úmidos do Pacifico, somado à distância do oceano Atlântico, modelam o clima gerando condições ideais para o cultivo da videira. A altitude, o clima continental, a heterogeneidade de solos e a água proveniente do degelo, constituem fatores fundamentais para a produção de vinhos de excelente qualidade, que se somam a uma profunda tradição vitivinícola.

O território de Mendoza pode ser dividido em cinco grandes sub-regiões

O território de Mendoza pode ser dividido em cinco grandes sub-regiões, que outorgam características particulares a cada variedade: Valle de Uco, integrado pelos departamentos de Tunuyán, Tupungato e San Carlos; a Primeira Zona, que compreende os departamentos de Luján de Cuyo e Maipú; e os oásis norte (Lavalle e Las Heras), leste (San Martín, Rivadavia, Junín, Santa Rosa e La Paz) e sul (San Rafael, Malargüe e General Alvear), cobrindo praticamente toda a geografia provincial.

Algumas características da cidade fazem com que ela tenha o que pode ser considerado o terroir perfeito para a produção de uvas e vinhos. Dentre elas, destacam-se a altitude entre 900 e 1400 metros, a pouca chuva, o vento seco, a baixa umidade do ar e o solo desértico.
 Assim, o clima é perfeito para aumentar a concentração de açúcar nas uvas e diminuir a incidência de fungos. Já a queda da temperatura durante a noite, aumenta a qualidade dos taninos, deixando os vinhos menos adstringentes e mais redondos. Existe uma infinidade de uvas produzidas na cidade de Mendoza, mas as que se adaptam melhor são as clássicas Malbec, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Tempranillo, Bonarda e Chardonnay.

Patagônia

A REGIÃO MAIS AO SUL E FRIA DE QUE FALAREMOS NESTE POST COBRE 50% DO TERRITÓRIO ARGENTINO PORÉM POSSUI SOMENTE 5% DA POPULAÇÃO E 1% DA PRODUÇÃO DE VINHOS, SENDO AQUI QUE SE LOCALIZAM OS VINHEDOS MAIS AO SUL DO PLANETA

Na Patagônia, ao contrário das outras regiões citadas, o clima não é quente nem há o fator altitude a ser considerado, mas sim frio e seco, quase desértico com uma variação térmica bastante acentuada
 
Na região, venta bastante, o que favorece a produção das vinhas, que dificilmente são atacadas por fungos. Além disso, assim como em Mendoza, as plantações de uvas são regadas pela água pura que desce da Cordilheira dos Andes nos períodos de degelo dos picos montanhosos. Todas essas características somadas a um solo de excelente qualidade resultam em uma uva de alto padrão, ótima para a produção de vinhos.

A Patagônia tem mais de 3700 hectares de vinhedos, localizados principalmente nas províncias de Rio Negro e Neuquén, agora também em Chubut, entre 300 e 500 metros de altitude. Os vinhos argentinos produzidos por lá são intensos e com grande personalidade, devido às temperaturas mais baixas e a maturação prolongada das uvas, uma das uvas mais adaptadas a esta região é a emblemática Pinot Noir, mas a Merlot também brilha por estas bandas.

LOCALIZADA MAIS AO NORTE DO PAÍS, SALTA, ASSIM COMO A PATAGÔNIA, POSSUI UMA CAPACIDADE PRODUTIVA BEM MENOR EM RELAÇÃO A MENDOZA COM APENAS CERCA DE 2% DA PRODUÇÃO TOTAL ARGENTINA .

A atividade vitivinícola está assentada principalmente nos Valles Calchaquíes, que são um sistema de vales intermontanos de 270 km de extensão, compartilhados com as províncias de Catamarca e Tucumán. A vitivinicultura de Salta está fortemente marcada pela presença de vinhedos de altitude: a área começa a ser cultivada a 1.530 metros e atinge 3.111 metros de altitude na Payogasta (departamento de Cachi). Em Salta, localizam-se os vinhedos mais altos do mundo e as cepas mais importantes são a Malbec, Cabernet Sauvignon e Tannat nas tintas com a Torrontés roubando a cena nas brancas.
A produção de vinho na região ocorre principalmente em Cafayate (75%) e nas localidades de Molinos, Cachi, Colomé e La Poma, totalizando mais de 4100 hectares de parreirais. Sem dúvida, vale a pena visitá-la!Além dessas quatro três regiões, também vale citar as vinícolas de La Rioja e San Juan (ótimos Syrahs), locais onde a produção de vinho também é intensa. Se você é um enófilo, com certeza vale muito a pena visitar o país vizinho e passar alguns dias conhecendo esses lugares, que fazem parte da rota mundial do vinho, mas se quiser explorar essas regiões todas separe um bom tempo para isso porque as distâncias entre elas é grande e as “distrações vinícas” (rs) imensas.
Além dessas quatro três regiões, também vale citar as vinícolas de La Rioja e San Juan (ótimos Syrahs), locais onde a produção de vinho também é intensa. Se você é um enófilo, com certeza vale muito a pena visitar o país vizinho e passar alguns dias conhecendo esses lugares, que fazem parte da rota mundial do vinho, mas se quiser explorar essas regiões todas separe um bom tempo para isso porque as distâncias entre elas é grande e as “distrações vinícas” (rs) imensas.

VARIEDADES DE VINHOS ARGENTINOS

São inúmeras as castas produzidas na Argentina e ela não é só terra da Malbec, apesar de ser esta a uva mais conhecida.

Das castas brancas reina a Torrontés como uva ícone, mas a Chardonnay é qualitativamente a soberana, no entanto ainda existem ótimos exemplares de Chenin Blanc, Viognier e Semillon entre outras. Nas Tintas, além  da Malbec as; Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Tannat, Pinot Noir, Bonarda, Syrah e Criolla produzem igualmente grandes vinhos que valem muito explorar. Isso sem contar castas menos conhecidas como as que compõem o blend do nosso Cara Sucia as; Cardinale, Beiquiñol, Barebera e Buonamico. A diversidade está muito presente neste país com um conteúdo vitivinícola excepcional que o mundo já reconheceu, aproveite e viaje nessas taças fora do comum também e surpreenda-se.

Agora que você já sabe tudo sobre as principais regiões vinícolas da Argentina e as castas mais produzidas no país, chegou a hora de conhecer melhor os vinhos argentinos, não é? Para isso, nada melhor que investir num saca-rolha e começar a abrir garrafas! rs Por isso, preparamos uma sessão especial neste post para mostrar alguns vinhos argentinos que têm uma ótima relação PQP. Afinal, nada melhor do que degustar aquele vinho incrível por um preço acessível.

 Gostou de saber tudo sobre os vinhos argentinos? Então, já falamos de Portugal aqui, agora Argentina, mas ainda temos muitos outros países a explorar por aqui porque diversidade com qualidade e preços justos é nosso mantra. Para receber em primeira mão nossos textos e apresentações sobre países, cadastre-se e receba direto nossas newsletters em seu e-mail.

                      João F. Clemente, o seu caviste.